segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

O BRASIL QUE EU QUERO!





                       O Brasil que eu quero privilegia a Educação do povo, investindo em boas escolas de tempo integral, com professores bem preparados recebendo um salário digno e com vastas bibliotecas públicas em todos os bairros, em todas as escolas.
                        O país que eu quero paga salário de funcionário aos políticos, que devem ter suas profissões porque voltarão a elas assim que terminar seu mandato, que nunca irá ultrapassar os quatro anos, sem nenhuma possibilidade de reeleição. Com salários menores e menos regalias, só as pessoas realmente vocacionadas para o bem público irão desejar disputar eleições, diminuindo drasticamente os partidos nanicos e interesseiros.
                        Meu país nunca será uma Cuba, ou uma Venezuela, os brasileiros que amam sua terra e sua liberdade jamais permitirão isso!
                           O Brasil que eu quero deve investir em modernos hospitais, com médicos e enfermeiros especializados e bem pagos, assim como equipamentos modernos e toda medicação necessária aos pacientes. Basta cortar as benesses dos políticos e as obras superfaturadas para conseguir fazer isso.
Nem precisa milagre.
                     No país que eu quero a TV aberta privilegiará programas educativos, programas culturais e não ficará passando violência o tempo todo, ou baixaria, ou apelação, filmes e programas que liquidam com a moral do povo, não acrescentam nada ao seu já pouco conhecimento e resultam nesse caos que vivemos hoje.
                        O Brasil que eu quero fará como qualquer boa dona de casa ou faxineira. Tirará tudo para fora, limpará bem e depois recolocará no lugar tudo bem limpo, livre de sujeiras pregressas, vícios, impunidade e corrupção.
                        No país que desejo o povo se unirá em seu próprio benefício, sem ser guiado por falsos líderes, ou hostilizando seus semelhantes por conta de fanatismos espúrios.
                        Nesse país que almejo todos os presos terão que trabalhar para poder comer e mandar alimentos para a sua família. Quem não trabalhar, não comerá. Simples assim.
                         A violência urbana deverá ser contida com energia e eficiência, com policiais bem preparados, bem remunerados e a reeducação dos menores infratores (menores, não homens enormes de armas na mão) deve se pautar principalmente na instrução, na leitura, no aprendizado de profissões.
                              Nesse país que idealizo as religiões servirão de suporte e auxílio para as pessoas, sem exigir nada material delas e não devem gerar discórdias ou rivalidades.
                           No Brasil que eu sonho os livros farão parte da vida das pessoas muito mais do que o celular e lhes darão muito mais prazer, muito mais conhecimento e farão muito mais companhia.
                             Este é o Brasil que eu desejo, esta é a Pátria que eu quero ter.
                         Não bati fotos diante de lugares lindos, nem fiz uma produção para aparecer na Rede Globo, mas, dependendo da aceitação de vocês e dos compartilhamentos, este texto pode ir bem longe e encontrar bastante reciprocidade.






domingo, 14 de janeiro de 2018

REVOLTA DA NATUREZA



              Não faz muito tempo que os ecologistas eram alcunhados de "eco chatos" por muita gente, principalmente por aqueles que não queriam ver seus planos embargados ou dificultados por conta das agressões à natureza.
               Assim como o Green Peace, por exemplo, que mantém uma batalha quase surda, quase solitária em defesa dos mares. E o Partido Verde, originário desta defesa do meio ambiente, que é muitas vezes ridicularizado por sua pequenez. Parece que a voz dos justos é sempre mais baixa, menos agressiva  que a dos corruptos, dos cruéis, dos mal intencionados.
               Tivessem os ecologistas gritado bem antes e bem mais forte, sem sucumbirem às pressões dos trogloditas de gravata, quem sabe ainda teríamos tempo de salvar o planeta para os nossos descendentes!
               Que vergonha dizer aos nossos netos, ou eles descobrirem por conta própria, que a geração de seus avós destruiu uma natureza exuberante, que parecia inesgotável!
                Hoje nos tornamos bem mais civilizados, separando o lixo, economizando água, não destruindo a natureza. Só que parece que esta conscientização chegou tarde demais. Aliás, para as grandes potências mundiais ainda nem chegou, uma vez que eles se recusam a diminuir sua poluição caso isso implique em diminuição de lucros e poder. Não sei de que adiantará ter riqueza e poder num planeta destruído...
                A realidade é que hoje já não chove, caem temporais, tornados, granizos, furacões, tsunamis, terremotos, inundações, numa demonstração inequívoca de que a natureza principia a se rebelar, com o aquecimento dos mares, o derretimento das geleiras, a poluição que cobre a Terra.
                O homem começa a temer os fenômenos naturais, a olhar amedrontado para o Céu a cada nuvem mais pesada, mais escura, a recear por sua segurança e de sua família diante de uma simples chuva.
                É inenarrável nosso desalento diante do que vem ocorrendo no mundo, em diversos países. Como num castelo de areia tudo fica destruído, soterrando milhares de pessoas, sumindo com a vida que existia naquele lugar, arrasando tudo. E a sensação de impotência nos paralisa, uma vez que não existem armas capazes de reagir e nos defender dos fenômenos naturais, a não ser a prevenção.
                Sem querer ser catastrófica, às vezes parece que o Apocalipse se aproxima a passos largos e que tudo aquilo que os ecologistas apregoavam para "dali a muito tempo" chega abruptamente, sem aviso prévio, antecipando sua vinda e nos pegando totalmente despreparados.
                Olhando para a juventude, para as crianças, não há como não sentir medo, vergonha e preocupação. Que Deus se apiede deles e não permita que paguem pelos nossos erros.
                 Amém.





quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

MINHA RETROSPECTIVA 2017



                    Olhar pra trás.
                    Nem sempre é bom, todavia, para se construir uma retrospectiva de um período, faz-se necessário.
                     Nesse ano, nosso país se perdeu nas mãos de maus administradores e pessoas profundamente desonestas. Perdemos o orgulho de sermos brasileiros e nos vimos amedrontados pela violência crescente e pelos desmandos de toda ordem. O ponto positivo foi a Polícia Federal ter conseguido destampar a panela fétida da corrupção e mostrar ao povo quem são os safados, os ladrões, os corruptos. Prendeu muitos deles, embora certo Ministro tenha o mau hábito de libertá-los... Cabe à PF, inclusive, a distinção de ser uma das únicas instituições que ainda mantém credibilidade nesse país devassado pelos malfeitores.
                     A natureza andou revoltada com o descaso do homem, com o excesso de lixo, com o desmatamento irresponsável e resolver assustar. Tempestades, furacões, vulcões, ressacas mostraram a nossa pequenez diante das catástrofes naturais.
Alguns líderes internacionais, de países poderosos, perderam o bom senso e a cautela e colocam em risco a paz mundial. Além disso, o fanatismo religioso continua vitimando inocentes.
                     O câncer se espalha descontroladamente, causado, quem sabe, pelos hábitos de vida poucos saudáveis, pela poluição, pela contaminação do ar e dos alimentos. Muitas famílias choram e se preocupam com essa doença terrível.
                     Os valores estão sendo postos em cheque num país que não incentiva a leitura, que não apresenta às crianças a boa música, que fomenta o erotismo nas crianças e jovens e que quer se dizer moderno quando tenta abolir todas as leis, toda a moral, todo o respeito por si próprio e pelo outro. Um país que não respeita os professores, que menospreza os idosos, que explora os aposentados, que mata os policiais que defendem a população e onde armas e drogas constituem a argamassa dos morros e favelas.
                       Infelizmente, chegamos ao ponto do cidadão de bem ficar preso em casa, enquanto os malfeitores desfilam soltos e fortemente armados por onde querem. Um lugar onde nosso salário não pode comprar coisas boas e bonitas e, quando pode, não pode ostentá-las por conta da cobiça da bandidagem. Um lugar onde as crianças já não podem andar um quarteirão sequer sozinhas e são assustadas em casa desde pequenas, para que aprendam a se proteger e defender.
                        Esse é o Brasil de 2017.
                        Mas não só esse. Existe ainda outro. Um país onde pessoas fazem trabalho voluntário nos asilos e nos hospitais. Gente que se dispõe a cozinhar e distribuir alimentos para moradores de rua. Professores que dão aulas gratuitas a jovens carentes que tentam acessar a Universidade, escritores que doam livros para bibliotecas e escolas sem recursos, procurando alargar os horizontes e formar cidadãos. Gente boa que trabalha no campo produzindo alimentos. E ainda há muitos que procuram praticar o bem.
                        Meu ano pessoal foi bom, porque tivemos saúde, tivemos união e, mesmo o único pedacinho da família que se encontra circunstancialmente desgarrado, se fez presente aqui neste final de ano, enchendo de alegria nosso coração saudoso.
                        O ponto alto do meu ano foi, sem dúvida, ter sido Patrona da 38ª Feira do Livro de Alegrete, onde vivi e revivi os melhores anos e as maiores emoções da minha vida e pude desfrutar de um reconhecimento que costuma ser apenas póstumo. Posso assegurar que, com vida e saúde, tudo fica ainda muito mais valioso!
                         Na 63ª Feira do Livro de Porto Alegre lancei meus novos livros, que agora somam catorze, sem contar as dezenas de Antologias em que tive a honra de participar.  Coube-me, também, falar sobre a saga dos escritores independentes, o que me deu bastante satisfação por se tratar de um assunto que conheço e vivencio anualmente. Meus livros nunca se pagam, sempre arco com um déficit previsível e assim será até que eu possa fazê-lo.
                         Completei sessenta e cinco anos, tenho uma mãe admirável de noventa e oito, três filhos que são para mim o suprassumo da minha existência, quatro netos maravilhosos, um marido companheiro, irmãos inteligentes, noras dedicadas, sobrinhos amorosos, enfim, muito mais a agradecer do que a pedir.
                         E uma memória seletiva que me protege e me livra de colocar fermento em coisas ruins.
                         Graças a Deus!
                         E que venha 2018!



 foto do grande artista alegretense - UBERTI.

domingo, 17 de dezembro de 2017

VOTOS ESPECIAIS DE UM FELIZ NATAL!




                        Hoje, quero desejar tudo de melhor neste Natal e no ano que vai começar, especialmente ...

                      - para quem vai passar as festas de fim de ano numa cama de hospital, com ou sem acompanhantes, mas bem longe da alegria, das ceias e dos presentes;

                      - para quem perdeu alguém muito próximo, muito amado e não encontra consolo em nada, em ninguém, se enchendo de tristeza com os símbolos natalinos;

                       - para quem padece com dores, noite e dia penando, e só encontrando alívio temporário em medicamentos muito fortes, que lhe tiram a noção exata das coisas e das situações;

                     - para quem faz quimioterapia, sofrendo com náuseas terríveis e o medo da morte;

                     - para quem foi esquecido nos asilos e clínicas depois de criar tantos filhos, de ter trabalhado tanto e agora virando um estorvo para os mais jovens;

                     - para quem se separou e foi afastado dos filhos, dilacerando-se a cada aparição do Papai Noel;
                     - para aqueles cujos filhos foram tentar a vida em outros países, desacreditando dessa terra onde reina a corrupção, a violência e a impunidade e não poderão abraçar seus queridos neste Natal;
                     - para quem não tem mais casa e vive nas ruas , tratado como lixo e muitas vezes perdido nos vícios;

                     - para quem sofre injustiças e calúnias;
                     - para quem vê os poderosos nadando em mordomias à custa do sacrifício do trabalhador e dos impostos escorchantes que que pagam;

                     - para quem está desempregado e não tem nada para oferecer aos filhos no Natal;

                     - para quem já não tem esperanças no futuro do país onde vive;
                     - para quem vê os corruptos se ajudando e os que detém o poder os protegendo, fazendo a lei valer apenas para os pobres e os que trabalham;

                     - para os que não enxergam as luzes do Natal, nem os fogos do Ano Novo;

                     - para os que não ouvem um canto natalino, nem mesmo a voz dos seus queridos;

                     - para os que estão presos à cama ou às cadeiras de rodas;

                     - para os que sofrem de doenças degenerativas;

                     - para quem só tem o consolo e a companhia dos seus animais de estimação;

                     - para quem perdeu um grande amor e morre de saudades;

                     - para quem nunca encontrou na vida um amor verdadeiro;

                     - para quem não tem Fé, não acredita em nada e, com isso, se sente ainda mais perdido e abandonado.

                    Para esses, quero estender meus braços e os acolher num longo abraço, pedindo ao meu Deus que os proteja e abençoe e que Jesus Cristo nasça outra vez, agora em seus corações. 


                    FELIZ NATAL!