domingo, 27 de maio de 2018

ADEUS PITTY!

                    Sempre tivemos animais domésticos. Uns no pátio, outros dentro de casa.
Quando mudamos para apartamento demoramos um pouco mais para ter. Como eu trabalhava em dois empregos e os filhos passavam o dia na Universidade, achava judiaria deixar um bichinho sozinho em casa o dia todo.
                    Quando meu filho caçula saiu para fazer Mestrado no ITA e trabalhar na Embraer  a casa ficou mais sozinha. E o filho do meio resolveu comprar um cachorrinho para ver se me alegrava um pouco. Escolheu uma fêmea da raça schnauzer miniatura, cor de sal e pimenta e deu a ela o nome da sua roqueira favorita - Pitty.


                         Mesmo não sendo uma raça bem adequada às crianças, Pitty foi sempre um doce com meus netos. Nunca mordeu nenhum deles e olha que eles estavam sempre em volta dela.







 









                                Diferentes dos outros da sua raça, Pitty raramente latia. Muito amorosa, adorava um carinho! E muito gulosa, não podia ver ninguém comendo que já ia pedir.

                            
                             Passava os dias sentada ao lado da cadeira da Bisa e não gostava quando ela saía de casa, ficava esperando ela voltar impaciente.

                               Pitty fazia parte de família e estava sempre recebendo atenção e carinho de um e de outro.





                               Ontem seu coraçãozinho falhou. Os 14 anos pesaram e ela, assim de repente, passou mal e teve que ser levada com urgência para o hospital veterinário.
                                  

                                   Na madrugada partiu.
                                   Infelizmente sozinha, longe do nosso carinho... 
                                   Estamos todos sentindo uma falta imensa dela! 
                                   Pitty morreu como viveu... quietinha, sossegada, sem incomodar ninguém...
                                   Adeus amiguinha!
                                   Nunca te esqueceremos! 



 

segunda-feira, 21 de maio de 2018

MINHA VIAGEM AO JAPÃO - PARTE 5

Depois dos meus incidentes de hérnia de disco e crise de ciático estava andando só de carro.
Aqui, além de caminhar horrores, tem muitas escadas!

É o poder do amor! 
E a vontade de não desperdiçar esta oportunidade única.
É uma viagem muito longa para a gente deixar de se esforçar.




Na volta de Hiroshima, encontramos essa movimentada rua de comércio em Hiroshima.


Na chegada em casa, as bicicletas esperando seus donos na volta do trabalho.
De manhã, eles pedalam até a estação de terno e gravata e elas de saia e salto alto.
Inclusive, deixam as compras na bicicleta para pegarem na volta do trabalho.
E tudo fica lá, como eles deixaram. 


Em Nagoya também há ruas cobertas, de intenso comércio, com cafeterias e todo tipo de lanches, além de muitos souvenires.



Nesta rua, encontramos uma única cafeteria onde era permitido fumar.
O café era gostoso, a xícara um mimo, mas nosso olfato já não aceita mais o cheiro do alcatrão. Saímos correndo de lá.





Uma constatação.
Os japoneses usam pouco sal, pouco açúcar e poucos temperos na comida.
Os doces não são bem doces.
A comida sempre tem pouco sal.
E o arroz é cozido sem tempero algum.
Deve ajudar na longevidade deles.


Como em várias casa do Brasil, no Japão jamais se entra em casa ou nos templos com os sapatos que andou na rua (isso que as ruas são muito limpas).
As casas já possuem um lugar para troca de calçados.



Uma curiosidade:
Os japoneses levam seus bebês para todo lugar que vão. Talvez porque não existam empregadas e as mães parem de trabalhar quando os filhos nascem.
Sempre nos cangurus, colados ao corpo da mãe e sempre sem meias ou sapatos, com os pezinhos de fora.
E não nenhum usando chupeta!
Estranho é que os japoneses adultos têm geralmente os dentes muito desalinhados, mesmo assim.

Outra coisa que me chamou atenção foi não ver ninguém com tatuagens no corpo.
Soube que nem nos clubes ou academias aceitam alguém tatuado.
- Tatoo no!!!
Parece que por conta de uma tal facção perigosa que usa tatuagens para identificar seus membros...
Tatuadores no Japão morreriam de fome.



Mais um templo budista no centro da cidade.
Osu Kannon Temple.




  Nosso último passeio oficial no Japão foi no Nagoya City Science Museum.
Incrível tudo o que vimos lá!
Chamou a atenção a quantidade de crianças experimentando tudo, aprendendo leis da Física brincando, conhecendo elementos, muito conhecimento de forma lúdica.








 Chamou minha atenção a tabela periódica (tão difícil em Química), com todos os elementos representados, tornando concretas aquelas fórmulas que precisamos decorar sem nem imaginar como é cada substância ou material daqueles.

















No Planetário, infelizmente, tudo em japonês! 
Ficamos só vendo e tentando adivinhar o texto.
Um homem roncava alto ... infelizmente latino. 


No prédio do meu filho há uma biblioteca, inclusive com livros infantis.
Deixei o Nonô lá, pois há muitos engenheiros brasileiros residindo lá também.



Na viagem de volta, na conexão em Frankfurt entraram no avião muitos brasileiros, inclusive em grupos de viagem.
Lamentavelmente, nos sentimos de volta ao nosso país com a gritaria, a discussão em voz alta, a dificuldade de encontrar seus lugares e de entender os cardápios e o desrespeito ao sossego dos demais passageiros. Inclusive, vimos pessoas colocando as mantas e travesseiros do avião em sua bagagem de mão... 

Lembrei também de comentar que no Japão não existe fila para idosos, nem meia entrada para a terceira idade. Os velhos pedalam, sobem escadas, carregam sacolas e não querem ser discriminados, eu acho.

Outra coisa que notei é que os japoneses não usam o ar condicionado como aqui. A gente sentia muito calor, mas eles estavam sempre de casacos e nem trens, nem táxis nada anda com o ar ligado. E eles não suam!

Na TV , ao invés do futebol, muitos jogos de beisebol!


Quero agradecer aqui a esses companheiros de viagem, que fizeram tudo parecer e ser melhor ainda!



Um agradecimento a todos os amigos que viajaram junto, pelo Facebook, lendo e comentando meus relatos e, assim, me dando ânimo para chegar em casa exausta e ainda postar tudo o que vi naquele dia.

E um super MUITO OBRIGADA a esse filho maravilhoso, que abriu mão dos amigos e da única semana de folga do trabalho para passear com a mãe e o amigo Paulo por lugares que ele já conhecia, com paciência pelas nossas limitações físicas, com didatismo e entusiasmo, mesmo sabendo que os amigos da sua idade estavam em outros programas, certamente bem mais divertidos. 
Por ele tentamos aprender tudo mais depressa e ainda experimentar até onde deu a culinária japonesa, com paladar tão diferente. 
Obrigada filho querido! Foste um cicerone e um anfitrião maravilhoso!





 Não poderei estar presente no seu aniversário, mas deixei meu presente para ele, uma figueira, que há de lhe fazer companhia e testemunhar diariamente o meu amor.